{"id":125,"date":"2021-12-02T20:14:34","date_gmt":"2021-12-02T20:14:34","guid":{"rendered":"https:\/\/carlosalberto.pro.br\/novo\/?p=125"},"modified":"2021-12-21T03:56:01","modified_gmt":"2021-12-21T03:56:01","slug":"economia-do-trabalho-modelos-teoricos-e-o-debate-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carlosalberto.pro.br\/novo\/2021\/12\/02\/economia-do-trabalho-modelos-teoricos-e-o-debate-no-brasil\/","title":{"rendered":"Economia da felicidade: rumo a uma nova medi\u00e7\u00e3o da prosperidade das na\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Os fatores que suscitam uma sensa\u00e7\u00e3o de felicidade nas pessoas s\u00e3o usualmente associados a debates e pesquisas no campo da filosofia, psicologia ou sociologia. A economia, contrariamente, direcionaria seu olhar a dimens\u00f5es mais materiais, como n\u00edvel e crescimento do PIB, distribui\u00e7\u00e3o de renda, efici\u00eancia na aloca\u00e7\u00e3o de recursos etc. Essa dicotomia n\u00e3o parece totalmente precisa.<\/p>\n<p>Men\u00e7\u00f5es \u00e0 felicidade como um dos objetivos da economia j\u00e1 faziam parte das reflex\u00f5es dos primeiros economistas, como Adam Smith e Thomas Malthus. Essas primeiras men\u00e7\u00f5es adquirem preemin\u00eancia na escola utilitarista inglesa, cujos maiores expoentes s\u00e3o Jeremy Bentham e John Stuart Mill. A procura do prazer como \u201cprinc\u00edpio moral\u201d (Bentham) foi incorporada pelo modelo econ\u00f4mico standard, que assumia um indiv\u00edduo consumista-hedonista como categoria fundamental para explicar parte do funcionamento das modernas economias de mercado. Adotar essa categoria anal\u00edtica redunda em uma associa\u00e7\u00e3o direta entre PIB per capita e bem estar. A partir dos anos 1970 este am\u00e1lgama tem sido gradativamente questionado.<\/p>\n<p>Pesquisas emp\u00edricas indicam que a ader\u00eancia entre a evolu\u00e7\u00e3o da renda pessoal e a sensa\u00e7\u00e3o de felicidade n\u00e3o existe ou n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o direta como o imagin\u00e1rio popular sup\u00f5e. No lugar de abandonar o tema, os economistas passaram a dedicar maiores esfor\u00e7os para compreender a origem desse aparente paradoxo. Por que maior renda n\u00e3o redunda em maior bem-estar? Que vari\u00e1veis econ\u00f4micas e n\u00e3o econ\u00f4micas alimentam as autodeclara\u00e7\u00f5es de satisfa\u00e7\u00e3o com a vida? A infla\u00e7\u00e3o, o desemprego? A fam\u00edlia, os filhos? O meio ambiente? O sistema pol\u00edtico? Qual seria a real racionalidade dos indiv\u00edduos? Tentar responder a esse amplo leque de perguntas foi o desafio assumido por um conjunto de economistas que deu origem a uma vasta literatura acad\u00eamica. O objetivo deste livro \u00e9 apresentar essa literatura, suas categorias te\u00f3ricas, avaliar seus avan\u00e7os\/fragilidades e vislumbrar em que medida poder\u00e1 alimentar a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas.Segundo o Relat\u00f3rio Mundial da Felicidade (ONU), os habitantes da Costa Rica apresentam um \u00edndice de felicidade muito superior ao dos cidad\u00e3os do Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>A pergunta \u00e9 natural: Como pode a popula\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds de renda m\u00e9dia (Costa Rica) se autodeclarar mais feliz que um dos povos de maior PIB per capita do mundo (Jap\u00e3o)? N\u00e3o seria uma incongru\u00eancia (paradoxo) a dissocia\u00e7\u00e3o entre renda e percep\u00e7\u00e3o de felicidade? Os economistas direcionaram enormes esfor\u00e7os em tentar compreender essa aparente desconex\u00e3o. Se o PIB n\u00e3o tem um reflexo positivo nas autodeclara\u00e7\u00f5es de bem-estar, para que dedicar tantos esfor\u00e7os em elevar a renda? Faz sentido comprometer o estoque de recursos naturais, poluir o meio ambiente, destruir patrim\u00f4nios culturais e naturais em prol de um indicador de duvidosa correla\u00e7\u00e3o com a sensa\u00e7\u00e3o de bem-estar das popula\u00e7\u00f5es? Que vari\u00e1veis est\u00e3o na origem dos indicadores de felicidade? Ali\u00e1s, a felicidade pode ser mesurada atrav\u00e9s de um par\u00e2metro? Por que a renda guarda pouca associa\u00e7\u00e3o com o bem-estar? Que fatores podem alimentar a satisfa\u00e7\u00e3o com a vida? O sistema pol\u00edtico? A fam\u00edlia? As rela\u00e7\u00f5es sociais?<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Economia-felicidade-medi%C3%A7%C3%A3o-prosperidade-na%C3%A7%C3%B5es\/dp\/8550803200\/ref=mp_s_a_1_2?dchild=1&amp;keywords=carlos+alberto+ramos&amp;qid=1625006835&amp;sprefix=carlos+alberto+ramos&amp;sr=8-2\">Comprar<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os fatores que suscitam uma sensa\u00e7\u00e3o de felicidade nas pessoas s\u00e3o usualmente associados a debates e pesquisas no campo da filosofia, psicologia ou sociologia. A economia, contrariamente, direcionaria seu olhar a dimens\u00f5es mais materiais, como n\u00edvel e crescimento do PIB, distribui\u00e7\u00e3o de renda, efici\u00eancia na aloca\u00e7\u00e3o de recursos etc. Essa dicotomia n\u00e3o parece totalmente precisa. 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